A psique

 

A psique na Psicologia Analítica é a totalidade de todos os processos psicológicos e há que se conceituar a psique como uma "totalidade", ou seja, os sistemas que a compõem são Inter atuantes, sejam eles conscientes ou inconscientes.

 

Esta posição singular que a psicologia ocupa entre todas as ciências implica uma dúvida constante quanto às suas virtualidades mas, por outro lado, nos oferece o privilégio e a possibilidade de colocar problemas cuja solução constitui uma das tarefas mais difíceis de uma futura filosofia. (C. G. Jung; A natureza da psique - § 261)

 

Por isso, é importante destacar desde já que uma teoria da psique é simplesmente uma construção teórica para que se possa estudar e compreender melhor a psique, mas, de forma alguma, é um espelho da realidade da psique, pois a psique é algo dinâmico e inter-relacionada, e, simbolicamente falando, não caberia numa “foto” tirada, pois a teoria da psique é como se fosse uma foto tirada que é apresentada ao ego (que estudaremos adiante) para que ele possa contemplar a psique.

A divisão da psique em níveis de atuação é somente uma construção teórica e não a sua realidade, pois não há momento na vida do ser humano em que ele atue exclusivamente em um nível de atuação da psique. Em todo momento a psique humana é consciente e inconsciente, portanto, a fragmentação da psique em níveis de atuação, repito e enfatizo, é somente uma construção teórica para que possamos estuda-la.

A psique na psicologia de Jung contempla a ideia de que o ser humano é uma totalidade e descarta a visão do homem como um ser fragmentado. Este conceito da totalidade humana indica que o ser humano já nasce como um todo e seu papel é o de desenvolver todo o potencial que está nele encerrado, sendo assim, a Psicologia Analítica visa a busca da unidade essencial que há no indivíduo e propõe que o desenvolvimento humano consiste no despertar e enriquecimento das potencialidades internas.

Por ser esta totalidade psíquica, a alma ou psique, quando presente em estudos da psicologia, deve ser vista como o instrumento, o caminhante e o caminho para o ser humano poder ter e dar significado às experiências que vive. Digo que o ser humano é também o caminho porque mesmo o que está “fora” dele somente passará a ter existência quando “dentro” dele se tornar um fenômeno psíquico.

Paulo Rogério da Motta

 

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